Na verdade não é um emprego novo que busco, é paixão. Quando mudo tudo e sigo outro rumo, não é porque cansei da mesmice. Se paro, se vacilo, se pondero, não é equilíbrio o que quero, é desequilíbrio. E fico buscando aquele medo, aquele frio na barriga. Às vezes confundo, tento reconstruir o que senti antes. Eu quero ser arrebatada. Eu tentei me apaixonar, tentei até sentir ciúmes e nada. Cadê a intensidade de olhar e sentir uma dorzinha no fundo do peito, um amolecer de pernas? Cadê tudo isso? Onde está a confusão de sentimentos que disseram nos livros? Dezenas de descidas de montanha russa, visitas à museus,pancadas em sacos de boxe, músicas ouvidas repetidas vezes. E só um lampejo do que quero. Mas como fazer se quero só a amostra grátis? Eu vivo pra sentir aquilo outra vez, e enquanto eu não sinto procuro, procuro.
domingo, 30 de janeiro de 2011
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